Depois de terminar o curso de gastronomia, senti como que se tivesse sido tomada por uma mania estranhíssima. Eu preciso experimentar comida. É de se esperar que comidas deliciosas devam ser experimentadas, mas se alguém falar "mas que coisa horrorosa!", eu também preciso saber o que é esse horror todo. E o verbo é esse mesmo: precisar.
Infelizmente ainda tenho meus tabus. Certas comidas que não parecem comida - como ostras - eu ainda não consegui experimentar. Mas ninguém apareceu em minha frente com confiáveis (e disfarçadas) ostras gratinadas. Talvez assim eu crie coragem de comê-las... Mas algo que certamente passarei a vida sem são os tais ovos milenares. Ovos enterrados por 100 dias em uma misteriosa combinação de ervas que fazem com que o ovo cozinhe e ganhe uma clara com cor de gelatina de Coca-Cola e gema parecendo uma bolinha compacta de cinzas, isso eu não preciso! Há quem goste e eu admiro isso. Queria ser destemida, mas como disse uma amiga frente á tal desafio: Não é falta de coragem! Comer ovo podre simplesmente me parece burrice!
A esse ponto você deve estar achando que eu preciso mesmo é de terapia. Já fiz. Nada tão fora do normal acontece comigo. E quem já leu o maravilhoso livro "Deve ter sido alguma coisa que eu comi", vai saber que encontrei muito conforto ao ler a saga do autor em busca de provas neurofisiológicas para sua obsessão por comida. Alguns estudos dizem que isso é resultado de uma má formação cerebral, outros estudiosos dizem: se isso não atrapalha sua vida, viva! Estou vivendo.
Garota,
ResponderExcluirAdorei seu post, comprei essa folha é estou procurando receitas, compartilha mais.
Valeu pela indicação do livro.
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